O custo econômico das mudanças climáticas

A “Folha de São Paulo” acaba de veicular nova notícia alarmante dando conta de que o aquecimento global fará com que, até 2100, o nível médio dos mares suba quase 2m em relação ao nível atual.

De uns anos para cá, notícias deste tipo são recorrentes na mídia. Menos comum, contudo, é uma análise sobre o custo econômico destes eventos. Afinal, a cada impacto ambiental negativo corresponde também um custo econômico. Em março de 2009, por exemplo, o prefeito de São Paulo declarou que nem com todo o orçamento da cidade conseguiria resolver o problema das enchentes, causado pela excessiva impermeabilização e ocupação desordenada do solo da cidade.

No Brasil, o poder público tem sido lento na implementação de políticas públicas eficazes de proteção ou recuperação ambiental. Conseqüentemente, cresce o número de ações judiciais ajuizadas por entidades comunitárias objetivando que o estado implemente pelo menos a legislação ambiental vigente. Ações pleiteando ressarcimento por prejuízos causados pela deterioração da qualidade ambiental também devem tornar-se corriqueiras num futuro próximo.

Neste contexto, entende-se a iniciativa de mais de 30 associações comunitárias e ONG’s gaúchas, que estão pleiteando junto ao Tribunal de Justiça daquele estado a criação de varas ambientais especializadas, a fim de que os processos judiciais possam ser julgados por juízes competentes no assunto.

Em outras palavras, é do interesse do poder público implementar o quanto antes políticas eficazes de gestão ambiental. Do contrário, haverá uma enxurrada de ações judiciais pleiteando indenizações e ressarcimentos por conta da deterioração ambiental. Boa parte das cidades e atividades econômicas brasileiras localizam-se à beira-mar, e as previsões mencionadas significam que, a cada 10 anos, o nível do mar subirá cerca de 20cm. É preciso coragem até para imaginar os profundos impactos econômicos negativos que isto trará para a infra-estrutura e os habitantes de toda a costa brasileira…

2 Respostas so far »

  1. 1

    Walter Hauer said,

    Os eco decretos-lei “democráticos” anularam os direitos e a dignidade de brasileiros que preservaram florestas. Mas transferiram todos os recursos para os gigolôs das florestas alheias, os corruptos asilos de empregos públicos vitalícios, e os seus sócios os invasores estrangeiros, e os traidores das laranjas ONGs. Veja como foi feita esta invasão no blog MATAALHEIAMAMATANOSSA.BLOGSPOT.COM e agora exigem dinheiro público para a “manutenção, e projetos sustetados” dos mananaciais de água, e de florestas nativas griladas pelo eco terrorismo.

    • 2

      matasnativas said,

      Olá, Walter!

      Muito interessante o relato. Enquanto uns “pagam o pato” pelo fato de não haver mais floresta, tendo prejuízos com enchentes e secas, outros o fazem por possuir áreas preservadas. Vamos encaminhar o endereço do blog para nossa rede de juristas especializados em questões ambientais, talvez seja o caso de propor uma ação judicial neste sentido. Infelizmente, no Brasil o poder público muitas vezes mais atrapalha do que ajuda!


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