A solução para a reserva legal

O decreto 6.686, publicado em 11 de dezembro de 2008 no “Diário Oficial da União”, garantiu aos proprietários rurais o prazo de um ano para averbação de reserva legal. Como a questão tem gerado polêmica,  convém lembrar que um dos objetivos dessa legislação, entre vários, é o de evitar prejuízos como os que recentemente foram registrados na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Além disso, há metodologias de implantação de florestas tecnicamente mais sofisticadas que permitem que essas áreas produzam alimentos (sim, uma floresta também pode produzir alimentos, se o seu “design” levar esse aspecto em consideração), além de vários tipos de madeiras e de diversos outros subprodutos, alguns inclusive com alto valor de mercado.

Basicamente, a ideia destas metodologias é a de reconstruir uma floresta nativa levando em consideração seu futuro uso econômico, por meio da exploração seletiva. Trabalha-se com uma alta diversidade de espécies, inclusive com algumas mais raras e ameaçadas de extinção. É um sistema que atende aos preceitos ambientais, econômicos e inclusive sociais, uma vez que seu manejo é complexo e, portanto, requer mão-de-obra qualificada e permanente. Assim, sua implementação contribui tanto para o atendimento à legislação quanto para a diversificação da produção e para a criação de novas oportunidades econômicas na área rural.

“Matas Nativas” está à disposição para prestar consultoria/assessoria aos proprietários rurais interessados em recuperar a reserva legal de suas propriedades usando técnicas de manejo florestal que tragam bons retornos econômicos.

5 Respostas so far »

  1. 1

    Henrique Radomsky said,

    Em Chapeecó-SC existe a trilha do Pitoco, um afluente do rio Uruguai, é dificil mas compensa, é um rio encachoeirado com muitas pedras, árvores da mata nativa, e a trilha de dificil acesso, mas é gratificante. O seu Gumercindo, caboclo como ele proprio se denomina, mantem tudo como encontrou. Em sua sabedoria “cabocla”, diz “a natureza sempre busca aquilo que dela foi tirado e eu não quero ser amanhã considerado um ladrão”. Pior, com a construção da usina da Foz do Chapecó não sei se aquela região não será atingida, como aconteceu com Itá e em Anita Garibaldi, onde “os ladrões da natureza” sepultaram um dos maiores coglomerados de Araucaria. Fiquem espertos, a Votorantim ainda vai explorar uma reserva de bauxita nas nascentes do Rio Uruguai, é bom investigar para não ficarem depois só na discussão.

  2. 2

    Wander Silva said,

    Tenho um sítio e desmatei + que permitido por lei. Agora com estas exigências todas, não consigo financiamento pelo PRONAF por não ter a licença ambiental.
    Gostaria de saber se assim que eu fizer o cadastro e assinar o termo me comprometendo em reflorestar aquilo que derrubei indevidamente se o IBAMA emite a licença ambiental para que eu possa fazer um financiamento através do PRONAF, ou só depois de eu já ter reflorestado que o IBAMA vai emitir a licença ambiental?
    Aguardo resposta.

    Wander Silva.

    • 3

      matasnativas said,

      Bom dia, Wander!

      Provavelmente você conseguirá fazer o financiamento depois que fizer o cadastro e assinar o termo. Seria necessário verificar diretamente junto ao IBAMA; nossa equipe de consultores só poderia fazer uma avaliação mais aprofundada tendo mais detalhes sobre a propriedade: onde está situada, área total, declividades, cursos d’água existentes, quando o desmatamento foi realizado, se houve autuação, se há algum outro processo por crime ambiental, etc.

  3. 4

    Karla said,

    Tenho uma propriedade de 2.000 ha em Santa Catarina de pura mata nativa, praticamente tudo vegetação primária ou em estágio avançado de regeneração, gostaria de ofertar essas áreas (são várias escrituras contíguas) para produtores que necesitam averbar reserva legal. Gostaria de saber como posso fazer isso…Grata

    • 5

      matasnativas said,

      Bom dia, Karla!

      Se você se refere aos trâmites burocráticos, a primeira providência seria a de procurar os órgãos ambientais (FATMA e IBAMA) na sua região, e avisar que estas áreas estão disponíveis.

      Dependendo da região e do estado destas matas, talvez valesse a pena colocar um anúncio em jornais como “O Estado de São Paulo” ou a “Folha de São Paulo”, pois há outras possibilidades de uso a serem consideradas (ecoturismo, pousada, produção florestal). Nós mesmos teríamos interesse em analisar estas áreas para possível aquisição, e primeiramente gostaríamos de saber em qual município estão localizadas.


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